sexta-feira, 6 de novembro de 2009


Hoje, acordei meio poética e, por que não dizer?, meio sentimental.

Não no sentido melancólico da coisa.

Não que haja outro sentido.

Não que importe.

Escrevi para você. Contei tudo o que tinha vontade de contar. Até o que eu não sabia que tinha vontade de contar. Pensei em não reler antes de te entregar. Continuei a escrever. Até a minha letra estava devidamente no lugar. Então, reli. E gostei muito do que li. Pareceu sincero, simples e bonito. Talvez seja porque eu escrevi com sinceridade, simplicidade e com toda a beleza que encontrei no meu coração.

Antes de terminar, fui beber um copo d'água. Não que eu precisasse beber um copo d'água para escrever para você, mas fui interrompida durante a escrita, então para colocar de volta à mente todas as palavras sinceras, simples e bonitas que existem em mim, fui tomar novos ares. Aproveitei e bebi um copo de água.

Pensei em como te entregaria e o que te diria. Se te diria. Poderia apenas te abraçar, sorrir e pedir para você ler somente quando achasse que era o momento. Se achasse. E eu saberia que você leria mais cedo ou mais tarde; mais cedo do que tarde, para ser sincera.

Coisas óbvias. Tão óbvias quanto as coisas sinceras, simples e bonitas que eu escrevi para você.

Então, retornei à carta. E, enquanto retornava, os novos ares e o copo de água que eu tomei, me fizeram decidir de forma clara e poética o que eu iria fazer.

E eu fiz.

Cheguei até a carta. Rasguei-a. Joguei-a no lixo.

Foi uma medida sentimental. Não no sentido melancólico da coisa. Não que exista um outro sentido.
Não que importe.

Acontece que, se eu tenho palavras sinceras, simples e bonitas a oferecer, oferecei olhando para você.

Parece justo e reconfortante pensar assim.


[Eu sei, eu sei. Eu não vou te dizer tão cedo o que tinha escrito ali.]

Um comentário:

A. disse...

Pq não? u.u'

Gostei do texto =D