Depois de um tempo, você aprende que olhares não são promessas, e que acordos valem mais do que contratos. Você aprende que a sua palavra tem mais valor do que a sua assinatura. Ou não. Depois de um tempo, você aprende que nada é assim tão fácil, e que se tem que duvidar de tudo que não for muito difícil. Você aprende que as oportunidades não aparecem na hora em que você espera, e que, mesmo que apareçam, nem sempre é o momento em que você está preparado. Depois de um tempo, você aprende que as pessoas com quem você realmente se importa são aquelas de quem você mais precisa de um abraço, quando está cansado. Depois de um tempo, você aprende que, mesmo que tenha jurado nunca abandonar ou magoar alguém, você acaba abandonando ou magoando, porque isso é algo que ninguém pode jurar não fazer. Depois de um tempo, você aprende que a sua relação com Deus é a sua relação com Deus, e que, se você realmente se importar, você não precisará de público ou testemunhas para celebrá-Lo. Depois de um tempo, você aprende que reclamar da falta de tempo não fará com que as horas do dia aumentem, ou que as pessoas resolvam te ajudar, ou que te dêem um descanso. Depois de um tempo, você aprende que, mesmo que você julgue conhecer alguém, você não o conhece por inteiro; que, mesmo que você se sinta à vontade com alguém, ainda assim deve pensar três vezes antes de contar-lhe um segredo. Você aprende que só deve dizer algo quando for realmente útil, porque, na maioria das vezes, o que se fala é desnecessário e apenas compromete. Você aprende, depois de um tempo, que ficar na sua, às vezes, é o melhor a se fazer. E você aprende que, por mais que você seja amado, você não é e nem será insubstituível, nem essencial. Mas, principalmente: você aprende que saber de tudo isso não deve fazer com que se sinta infeliz, pois, por mais triste que seja, é a verdade. E, invariavelmente, a verdade é o que faz bem. Ainda que não pareça.
É. Um dia, você acaba por aprender.
Um comentário:
A mais pura verdade, penso da mesma forma, mais cedo ou mais tarde a máscaras das coisas cai, então devemos sempre aproveitar o instante, com cautela é claro, mas aproveitando e reproduzindo o bom, e descartando o ruim.
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