sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ainda haverá.

Daqui a uma semana, estarei pegando o ônibus para voltar para Campina. Desta vez, sozinha. Desta vez, para ficar, mais uma vez. Já não há pesar nesse meu falar. Na verdade, poucas vezes houve algum. No entanto, das próximas vezes, haverá sempre uma falta, uma ausência, um esperar-voltar. Não haverá sorvete que resolva, nem música dos Beatles, nem abraços, nem sorrisos, nem uísque, nem lágrimas. A vida é assim, e o é por alguma razão.
Mais cinco meses de madrugadas loucas e agonizantes, de assuntos intermináveis, de conversas não-completas, de olhares não completados. Mas tudo isso, hoje vejo, é o que me mantém sã.
Talvez eu esteja mesmo diferente, talvez eu esteja mais bonita, talvez eu tenha mudado o meu modo de andar. Mas isso é só uma parte, de algo que ainda nem se vê, mal se sente, de tão forte que é. De tão forte que sou.

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