Perdida entre razão e desejo, compromissos e preguiça, prisão e liberdade. O tempo tá passando rápido, tão rápido que nem parece que passa. Tenho visto muita coisa, ouvido muita coisa, imaginado muita coisa. Dentro de mim, as coisas, de tanto sentido, não parecem ter sentido algum. Procuro um bom filme, uma boa música, um bom livro, mas acho que quero mais. Procuro um bom amor, e ele vem. Mas eu quero mais. Procuro o passado, procuro o futuro. Encontro o presente. Mas o presente não me encontra. Há um fogo que está ansiando por queimar. Há uma conversa que precisa haver - e que essa conversa se dê mudamente. Apenas na troca de olhares. Que tudo fique bem entre nós dois. Há um tato, um afago que pede por existir. Que grita por existir. Há uma decisão que precisa ser tomada - e, só por precisar, já foi, necessariamente, tomada há tempos.
Há uma mistura de sim e de não. Muitos. Não nasci para talvez.
Há uma inconstância tão constante que chega a ser constância.
E eu me canso.
Um comentário:
Inconstância me cansa, não curto muito, não por eu ser acomodado, não por me contentar com o que tenho, mas por achar que aquilo que tenho é o que mereço ter, então guardarei sempre comigo.
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