sábado, 5 de julho de 2008

Apenas mais uma de amor.

Ela não sabia como as coisas tinham chegado a esse ponto.
Sabia bem como tudo fora, e sempre tivera uma dificuldade além do comum para se despedir do passado. Ela tentava, mas nem sempre era possível tirar da cabeça a rotina cultivada.
Até que ele surgiu e o mundo dela virou de cabeça para baixo. Não entendia mais o que era passado, e nem o futuro. E o pior: não sabia como deveria agir no presente. Presente esse que, ora parecia um martírio, ora parecia o que de fato é: um presente.
E era tão mais fácil simplesmente dizer a si mesma que isso faz parte da vida e que se deve seguir em frente. Mas a sua vista não estava seguindo seus pensamentos. Ela olhava para o lado. Mesmo sabendo que isso ia doer, ela não largava essa mania de se preocupar com a vida dele, com as escolhas dele, com os sentimentos dele.
Era quase uma doença.
Alguns tentaram chegar perto, para servirem como guias, talvez. Ela nem notara. Somente quando ela viu que ele estava sendo ajudado, guiado, ela olhou ao redor dela [Sem esquecer seus pensamentos frívolos, claro: "Por que ele não pediu a minha ajuda?"].
Porém, não tinha ninguém ao lado. Ela tinha dispensado todos.
Aliás, tinham permanecido aqueles que, ela sabia, dariam a vida para serem seus guias, mas ela nunca tinha gostado de coisas fáceis.
Ela pensava que, quando o visse só, tentaria chegar perto, dizer um "oi", dar um abraço talvez.
Mas quando isso de fato aconteceu,ela só conseguiu fazer uma coisa: rir. [Ela nem queria ter feito isso, mas não conseguiu resistir].

Ela deu as mãos àqueles que sempre estiveram à sua volta, rondando. Amor? Ela não queria mais isso. Não por um bom tempo. Mas ela podia ao menos se divertir.

Errado? Talvez.
Ela estava ligando para isso? Não mesmo.

Um comentário:

Vaaan~ disse...

Aiin, ficou lindo! Ficou parecendo aqueles livros. Escrita riquissimamente. hauhauahuahuahuahauhauh
Te amo muuuuuuuuuuuuuuuuito! =*