Ele tocou nos ombros dela, e ela abriu os olhos.
Olhou ao redor e percebeu que estava cansada.
Seus lábios não estavam mais correspondendo aos seus olhos; assim como os seus dedos não exprimiam seus sentimentos.
Tão apegada ao seu passado e tão ansiosa perante o seu futuro; ela via pessoas e fatos nas suas costas e na sua frente, mas nada, nem ninguém ao seu lado. Não realmente.
Ela percebeu que estava cansada de sorrir quando, na verdade, queria chorar; que estava cansada de deitar todas as noites arrependida pelo que não fez, prometendo a si mesma que no dia seguinte faria, e quando o dia chegava, ela esperava pela noite para fazer promessas para o outro dia...
Ela não era assim.
Sempre foi determinada, e esse é o seu ponto forte. Mesmo errada, mesmo cansada, ela não podia se esquecer dessa sua (única) qualidade.
Ela percebeu que estava cansada de aceitar coisas inaceitáveis. Ela decidiu não aceitá-las mais.
Ela foi até o espelho, olhou no reflexo dos seus próprios olhos e se desconheceu. Afinal, que magia era aquela que nem ela - a própria mágica - sabia o segredo? O que aqueles olhos cansados, porém famintos, queriam dela?
A felicidade? Mas ela não se considerava infeliz.
A fé? Mas ela nunca a perdeu.
A compreensão? Talvez.
E então, aquela voz chata que costuma vir à mente nos momentos mais importunos apareceu quase como um sussurro ao seu ouvido: "E desde quando você precisa que alguém te compreenda?"
Então os olhos estranhos que diziam ser dela, baixaram até o reflexo da sua boca. Seu sorriso... "Encantador", é o que a maioria das pessoas sempre dissera. Mas até isso parecia não fazer mais parte dela. O seu sorriso se tornara algo quase mecânico. Não sem graça. Não. O seu sorriso ainda tinha toda uma graça que ela podia demonstrar... Mas enquanto ela fazia com que as pessoas se distraissem com o seu sorriso, os olhos dela vasculhavam os mais íntimos segredos dos outros ao seu redor. Ah, sim. Ela conseguia descobrir muitas coisas pelos simples movimentos distraídos de quem estava a sua frente.
Ela estava cansada de se decepcionar. E embora ela, mais do que ninguém, tivesse bem claro em sua mente que decepções acontecem sempre, e que, na maioria das vezes, nem são por mal, ela queria poder olhar para alguém e sentir conforto e paz.
Então seus olhos baixaram para o reflexo do seu pequeno corpo. E pela primeira vez, ela não o julgou como magro ou gordo, bonito ou feio... Ela olhou para o seu peito subindo e descendo compassadamente, e o silêncio exterior era tão intenso que ela conseguiu ouvir o seu próprio coração batendo... E as batidas aumentando à medida que o som se tornava mais forte...
E então ela levantou os olhos para o reflexo dos seus próprios olhos novamente. E ela se reconheceu. E viu lágrimas brotando e caindo vagarosamente, como se fossem de sangue.
E então, ela acordou. Olhou para o lado e não viu ninguém. Não porque não tivesse ninguém, mas sim porque as decisões que ela ainda não tinha tomado estavam prendendo-na num quarto escuro.
Ela foi até a pesada porta, abriu-a e resolveu sair. Um mundo desconhecido sim. Diferente da sua calma certa. Mas um mundo muito mais amplo e mais colorido.
Ela estava, enfim, preparada para ir ao encontro dele.
Olhou ao redor e percebeu que estava cansada.
Seus lábios não estavam mais correspondendo aos seus olhos; assim como os seus dedos não exprimiam seus sentimentos.
Tão apegada ao seu passado e tão ansiosa perante o seu futuro; ela via pessoas e fatos nas suas costas e na sua frente, mas nada, nem ninguém ao seu lado. Não realmente.
Ela percebeu que estava cansada de sorrir quando, na verdade, queria chorar; que estava cansada de deitar todas as noites arrependida pelo que não fez, prometendo a si mesma que no dia seguinte faria, e quando o dia chegava, ela esperava pela noite para fazer promessas para o outro dia...
Ela não era assim.
Sempre foi determinada, e esse é o seu ponto forte. Mesmo errada, mesmo cansada, ela não podia se esquecer dessa sua (única) qualidade.
Ela percebeu que estava cansada de aceitar coisas inaceitáveis. Ela decidiu não aceitá-las mais.
Ela foi até o espelho, olhou no reflexo dos seus próprios olhos e se desconheceu. Afinal, que magia era aquela que nem ela - a própria mágica - sabia o segredo? O que aqueles olhos cansados, porém famintos, queriam dela?
A felicidade? Mas ela não se considerava infeliz.
A fé? Mas ela nunca a perdeu.
A compreensão? Talvez.
E então, aquela voz chata que costuma vir à mente nos momentos mais importunos apareceu quase como um sussurro ao seu ouvido: "E desde quando você precisa que alguém te compreenda?"
Então os olhos estranhos que diziam ser dela, baixaram até o reflexo da sua boca. Seu sorriso... "Encantador", é o que a maioria das pessoas sempre dissera. Mas até isso parecia não fazer mais parte dela. O seu sorriso se tornara algo quase mecânico. Não sem graça. Não. O seu sorriso ainda tinha toda uma graça que ela podia demonstrar... Mas enquanto ela fazia com que as pessoas se distraissem com o seu sorriso, os olhos dela vasculhavam os mais íntimos segredos dos outros ao seu redor. Ah, sim. Ela conseguia descobrir muitas coisas pelos simples movimentos distraídos de quem estava a sua frente.
Ela estava cansada de se decepcionar. E embora ela, mais do que ninguém, tivesse bem claro em sua mente que decepções acontecem sempre, e que, na maioria das vezes, nem são por mal, ela queria poder olhar para alguém e sentir conforto e paz.
Então seus olhos baixaram para o reflexo do seu pequeno corpo. E pela primeira vez, ela não o julgou como magro ou gordo, bonito ou feio... Ela olhou para o seu peito subindo e descendo compassadamente, e o silêncio exterior era tão intenso que ela conseguiu ouvir o seu próprio coração batendo... E as batidas aumentando à medida que o som se tornava mais forte...
E então ela levantou os olhos para o reflexo dos seus próprios olhos novamente. E ela se reconheceu. E viu lágrimas brotando e caindo vagarosamente, como se fossem de sangue.
E então, ela acordou. Olhou para o lado e não viu ninguém. Não porque não tivesse ninguém, mas sim porque as decisões que ela ainda não tinha tomado estavam prendendo-na num quarto escuro.
Ela foi até a pesada porta, abriu-a e resolveu sair. Um mundo desconhecido sim. Diferente da sua calma certa. Mas um mundo muito mais amplo e mais colorido.
Ela estava, enfim, preparada para ir ao encontro dele.
Um comentário:
MELDEUSSSS
QUE TEXTO PERFEEEEEEEEEEEEEITO
JA SALVEI NO PC =XXXXX
LIIIINDO³³
AMEI KARLIIIIIIINHA
E TE AAAMO TBM, TÁ?
SIUAHSUAHISHAUIHSUIAHSHSUI
♥
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